quinta-feira, 25 de junho de 2009

Contexto histórico-cultural

As diferenças:

Os gigantones são figuras de quatro metros de altura que pesam 20 a 30 quilos. A estrutura do boneco fica apoiada nos ombros do figurante.




Os cabeçudos usam como único adereço uma grande cabeça de pasta de papel. Como o peso que estes figurantes transportam é muito inferior aos que carregam os gigantones, têm mais liberdade de movimentos para danças e rodopios.


Tradicionalmente, e tendo em conta o seu carácter folião, os cabeçudos assumem muitas vezes a forma de monstros e diabos.

Os gigantones e cabeçudos foram importados para Portugal da Galiza, em 1893, integrando a Romaria d’Agonia, de Viana do Castelo. Na Galiza, era tradição fazer-se uma exibição de gigantones e cabeçudos à beira do túmulo de Santiago. Um vianense achou graça à ideia e importou o figurino para as festas populares da cidade.

Contudo, e segundo o historiador António Abreu, já havia gigantones e cabeçudos muitos séculos antes da tradição galega. O historiador vai buscar as raízes destas figuras à mitologia germânica, e aos seus contos de bons e maus gigantes. O primeiro “gigante de cortejo” (designação por que também são conhecidos os gigantones) conhecido na Europa remonta a 1389, com origem em Antuérpia, na Bélgica.

Gigantones e cabeçudos aparecem sempre associados, sendo estes últimos inspirados, principalmente, aos gnomos da floresta, conotados normalmente com “génios bons”.

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